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Aracy de Almeida – não tem tradução

Jurada de programa de calouros, cantora de prestígio, principal intérprete de Noel Rosa, frequentadora das altas rodas da malandragem e do high society carioca. Em “Aracy de Almeida – não tem tradução”, o jornalista Eduardo Logullo apresenta as diversas facetas de uma das maiores artistas brasileiras. São trechos de entrevistas e programas de TV, frases de efeito, além de depoimentos de alguns dos principais nomes da cultura nacional, como Caetano Veloso, Jorge Mautner, Elza Soares, Ary Barroso, Carmen Miranda, Mario de Andrade, entre tantos outros.

Nascida em 1914, no Encantado, subúrbio do Rio, Aracy de Almeida estreou no rádio na década de 1930, pelas mãos de Noel Rosa, e logo tornou-se uma das principais vozes do samba carioca. Foi a responsável pelo diálogo inovador entre as ruas do Rio de Janeiro, os botecos da Lapa, e a música que chegaria às gravadoras e rádios. Nos anos 1970, Aracy migrou para a TV e ficou nacionalmente famosa como jurada dos programas Cassino do Chacrinha e Show de Calouros, do Silvio Santos. Com seu jeitão rabugento, desbocado e frases de efeito, tornou-se um ícone da cultura popular brasileira.

Seguindo o espírito anárquico da homenageada, o livro não pretende fazer um retrato biográfico e cronológico da trajetória de Aracy. Pelo contrário, a proposta é justamente mostrar diferentes olhares, versões e visões da artista e de seus admiradores e parceiros. E registrar a rica verborragia da cantora, cujo repertório incluía citações da Bíblia, filósofos alemães, poetas simbolistas, palavrões e gírias tão diversas que constituíam praticamente um dialeto próprio. Fotos raras das diversas fases da carreira da artistas e ilustrações de artistas como Patrício Bisso completam a edição.


Preço: R$ 39,90

  • Autor: Eduardo Logullo
  • 216 pág