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Escritor, cineasta, fundador e reverendo da Igreja do Subgênio (uma organização religiosa contracultural que conta com Robert Crumb entre seus adeptos), Ivan Stang escreveu este prefácio em 1985 para a primeira edição do clássico anarquista A Abolição do Trabalho, de Bob Black,  lançada originalmente pela Loompanics Unlimited. 

 

Por Ivan Stang

(tradução: Rômulo Luis)

Acaba de me ocorrer, pela primeira vez, que Bob Black é um nome muito apropriado.

Não sei exatamente como isso começou, mas em algum momento de 1980 eu comecei a receber esses panfletos enérgicos do que parecia ser um grupo fanático anti-establishment chamado “The Last International” (A Última Internacional). Eu amava o nome deles e levei algumas correspondências para perceber que tudo vinha de um mesmo desajustado chamado Black, mas cuja assinatura era um símbolo de “negativo”.

Pense em um profeta uivando na selva… esse cara estava vomitando um pouco da (…) err (…) “comédia odiosa” mais esperta que eu já tinha visto. E isso não apenas chegava constantemente pelo correio, mas também estava sendo distribuído por todo o “seja-lá-qual” bairro miserável ​​em que o Bob morava.

Cartaz da “The Last International”

Eram discursos, diatribes, jeremiades e arengas, construídos inteiramente em uma linha, cada um digno de um para-choque de caminhão por si só, e ilustrados com justaposições de imagens simples mas arquetípicas que chamavam sua atenção e te agarravam. Eu, como muitos outros na mesma época, me senti compelido a fazer um xerox daqueles panfletos e espalhá-los ainda mais. Porque aquilo só podia atingir as pessoas de três maneiras, e todas as maneiras eram boas formas de impactar as vítimas em potencial. Elas a) ririam, b) ficariam revoltadas, ou c) simplesmente ficariam confusas e deixariam pra lá. Porque não dava pra saber quando a “The Last International” estava brincando e quando era sério. E essa é uma característica que marca bastante as melhores sátiras dos anos 1980… você nunca tem certeza se aquilo é uma sátira. E não era, as reações que aquilo tudo provocou foram muito reais. Não tenho certeza de quantas pessoas foram presas por distribuir panfletos da “The Last International”, mas se os policiais estivessem fazendo seu trabalho direito, teria sido um número muito maior.

Às vezes, os panfletos só levantavam perguntas. Outras vezes, eles defendiam um ponto forte e específico. Mas todos sempre tinham estilo e um sarcasmo impecável e inconfundível. E eles sempre continham ÓDIO. Ódio pelo Império, pela Conspiração, pela Burocracia, pela Coletividade e pelo Homem. Seriam panfletos aterrorizantes se não fossem tão engraçados. Para pessoas com um senso de humor limitado, eles eram de fato aterrorizantes.

Não era tanto sobre “o cara oprimido” contra as autoridades, mas o “cara maluco”. E essa foi a primeira coisa que tornou tudo interessante para mim. Qualquer geek velho e extremista pode escrever seus ataques genéricos contra os “caras maus”, mas apenas os LOUCOS são motivados e burros o suficiente pra disparar aquele primeiro tiro da revolução. Essa loucura dá às obras de Black uma autenticidade e uma espécie de credibilidade para o resto de nós, malucos, que transcende qualquer reles partido político.

Por outro lado, qualquer esquizofrênico pode ser autenticamente esquizoide. O lance sobre os discursos de Black é que eles pareciam loucos por OPÇÃO e, mais importante, eles só pareciam loucos porque eram mais ESPLENDIDAMENTE CLAROS do que as pessoas estavam acostumadas. Se você não era louco, os panfletos não eram loucos – eles eram BRILHANTES. Às vezes até ofensivamente brilhantes. E essa sempre foi uma das raízes do problema de Bob Black. Você sabe, seu “problema”. Acho que irrita as pessoas em um nível subconsciente ouvir, mesmo em uma situação quase de brincadeira, que não apenas suas vacas não são sagradas, mas que algumas pessoas as comem. Com KETCHUP!

Sim, qualquer louco pode absorver as desgraças do mundo para depois vomitá-las reorganizadas. Mas a reorganização de Black é LETAL. Seus melhores trabalhos machucam os cérebros normais – ferem de verdade. Mas também revidam às vezes, não apenas com palavras.

Em parte, porque Bob Black sabe amarrar as palavras naturalmente. Ele usa a Novilíngua contra o Ministério da Verdade. As palavras são justaposições de conceitos opostos, de modo que tudo soa ao mesmo tempo familiar e alienígena. Isso coloca o leitor no modo “pensamento intenso”.

O lado direito do seu cérebro está claramente gritando através de um megafone diretamente no ouvido do lado esquerdo, mas, pela primeira vez, o lado esquerdo é capaz de fazer USO disso. Bob usa as ferramentas da propaganda para criar algo já de início confuso demais para se parecer com uma propaganda real… e mesmo que fosse, seria uma propaganda de quê? Individualidade? Por definição, empurrar a “individualidade” por meio de propaganda é uma contradição. Não se preserva a individualidade criando modelos de comportamento – se preserva fazendo com que as pessoas abandonem modelos de comportamento como os de heróis, deuses e governos.

Black não apenas conceituou isso – muitos pilantras também o fizeram – como também encontrou uma forma de comunicar este conceito… fazendo assim uma verdadeira antipropaganda, um antídoto contra os comerciais de TV mil vezes mais doentios do que os textos mais sombrios de Bob. Como Escriba Sagrado da Igreja do Subgênio, já li muitos manifestos com a mesma mensagem. A diferença aqui é que é BEM FEITO e NÃO PASSA UMA MENSAGEM – é a mensagem em si! Ele é a combinação rara, o verdadeiro outsider que também é letrado, que ainda consegue lidar com a situação (bom, tem conseguido até agora, pelo menos)… e pode tornar a luta pela folga divertida. Mas é claro também que existe muito trabalho em seus ensaios contra o trabalho.

É por isso que, das centenas ou milhares de pessoas que, simultaneamente mas independentemente, começaram a publicar seus “discursos” no final da década de 1970 (graças à tecnologia barata do xerox), apenas alguns nomes se destacaram, e o Bob é um deles.

É meu dever procurar por todos aqueles que estejam nas margens do universo em explosão, os outsiders, os Discordianos Inconscientes (ou conscientes), aqueles que não estão na vanguarda da AÇÃO, mas na vanguarda da DECAPITAÇÃO, aqueles que sempre empurram o precipício pra frente puxando a borda cada vez mais pra trás, tentando ao máximo se afastar do centro das coisas pra vê-lo mais claramente em relação ao todo. Ou alguma merda assim… existem muitas pessoas assim. Mas toda vez que descobri algum novo indivíduo, algum grupo ou alguma editora exótica, Bob Black sempre havia chegado lá um pouco antes de mim. Ele nunca esteve totalmente sozinho por causa disso. Provavelmente é por isso que ele não está morto, como seu amigo vanguardista Gerry Reith.

Eu não acho que Bob jamais tenha alimentado qualquer ilusão de que seus ataques maníacos de uma folha iriam AJUDAR O MUNDO – é mais como, “Bem, o mundo pode até já estar ferrado para além de qualquer esperança, mas, por Deus, EU NÃO VOU ME ENTREGAR SEM LUTA “. É o velho plano de batalha “mosca na sopa”, a “Operação Mindfuck”, anticonspiração – o amor pela desorganização que é o único combustível para deter esta marcha implacável em direção à superorganização compulsiva. A rotina antiquada e segura dos cupins nas fundações da sociedade. Pernalonga. O Visionário Detestável que Não Cala a Boca Sobre o Quanto Você é Burro, movido pelo espírito que, em alguma era pré-histórica, nasceu da primeira vez que duas crianças tiraram sarro na igreja.

Trecho da adaptação para os quadrinhos de A Abolição do Trabalho, por Bruno Borges

É nossa missão secreta manter este espírito vivo. É a grande tradição de Jonathan Swift e de todos os outros grandes polemistas, profetas de esquina e palestrantes de caixa de sabão.

Bob Black também compartilha de outra grande tradição do corajoso polemista – a pobreza. Não acho que ele vá ficar rico com este livro, embora certamente seria uma justiça poética se ficasse. Poucos trabalharam mais para denunciar o trabalho; ele deveria ao menos ser pago por isso. Ele distribuiu seus panfletos de graça e, no que diz respeito à fama, seu nome provavelmente já está entre os “Quem é Quem” do FBI, do Serviço Secreto e de qualquer outra pessoa cujo trabalho seja vigiar caras como Black e garantir que eles não fundem uma igreja ou formem um exército ou qualquer coisa assim.

Quando eu percebi que o “trabalho” era a mais destrutiva, embora menos evidente, das ferramentas conspiratórias, tentei explicar isso para as pessoas. No entanto, até mesmo os “mais modernos” têm dificuldade em dar esse salto filosófico todo ate chegar na conclusão. É quase universalmente aceito que o trabalho é algo inevitável, como respirar ou comer. Algo com que a raça humana terá de conviver para sempre. É uma regra tão arraigada em todas as culturas que praticamente nunca precisou ser dita. É quase impossível para as pessoas pensar além disso, pela forma tão profunda que essa ideia foi martelada no âmago dos nossos seres. Todos nós carregamos bolhas por isso!

A humanidade pode levar 10.000 anos para perceber que o “trabalho”, como atualmente o definimos, é a raiz de todo o mal – mas se não começarmos a trabalhar para abolir o trabalho AGORA, este momento vai demorar ainda mais para chegar! E o que sugerimos para SUBSTITUIR o trabalho árduo? Bem, nem Black nem eu chegamos nisso ainda. Cruzaremos esta ponte quando chegar a hora. Deixe que os robôs ou algo assim façam o trabalho de merda – se não houver pessoas que QUEIRAM fazê-lo, é claro, e provavelmente haverá.

(Bom, na verdade a ideia não é tão simples assim. Não preciso nem dizer que não é o “trabalho” em si que nos incomoda, mas aquela situação que apenas os que já nasceram ricos conseguem evitar: ter que gastar metade da sua vida fazendo algo que você não quer realmente fazer. Ah, vai me dizer que você GOSTA de fornecer dados para alguém que você não conhece, por 4,65 dólares por hora, para que algo que você não entende possa acontecer? Então posso dizer que o primeiro passo para a liberdade é perceber que você é um… ah, deixa pra lá.)

O comunismo começou como um monte de panfletos. As explosões gástricas de Black são dez vezes mais subversivas do que o Manifesto Comunista – o comunismo e toda a sua laia ainda SUBESTIMAM o trabalho (e olha que o pagamento é péssimo) – mas ao mesmo tempo os panfletos da “The Last International” são mil vezes mais americanos do que a Declaração de Direitos de 1689. Black está simplesmente pensando com antecedência. Na verdade, Black está perfurando pacientemente a própria FUNDAÇÃO da nossa civilização. O NUCLEO. O NÚCLEO PODRE.

E então há o estranho ponto de vista político pelo qual Black choca seus cupins literários. Em algum ponto do passado obscuro isso pode ter sido de esquerda, mas agora a esquerda é o alvo do qual ele está mais próximo e o mais fácil de acertar em cheio. De alguma forma, os movimentos que deveriam ser à prova de falhas – o anarquismo, o libertarianismo, etc. – todos se transformaram em caricaturas idiotas da bobagem humana diante de seus olhos. TUDO O QUE ELE FEZ FOI DENUNCIAR ISSO. Ele não está no lado direito do centro ou na esquerda, mas sim em um ponto ENTRE os dois na extremidade de um CÍRCULO que ambos criaram. E então, fixe esse ponto no ar para cima (ou para baixo?), a cerca de três metros de distância do diagrama – este é o lugar de Bob Black no espectro político. Isso é subversão de uma DIREÇÃO TOTALMENTE NOVA e indo para uma direção totalmente nova também… um lado do espectro político pode parecer tão ruim quanto o outro quando você está tão distante.

Black não é um comuna; ele não quer que todos sejam igualmente pobres ¬ ele quer que todos sejam simplesmente RICOS, mas SEM TRABALHAR. Burrice? Um sonho ingênuo? Esta civilização inteira é um SONHO INGÊNUO E BURRO. Se nossos ancestrais remotos pudessem nos ver em uma bola de cristal, eles estariam VOMITANDO. Bob Black nasceu neste século*, mas ele está vomitando mesmo assim. Na verdade, ele está vomitando em todos os lugares que pode. Ele quer que “ELES” saibam que você não pode se esconder do vômito.

Ele deixou seus rastros sangrentos de lobisomem em todas as redes de seus colegas disruptivos, do Subgênio até o Digite-um-Rumor, e ultimamente em quase todas as publicações contraculturais “mainstream” que ele consegue entrar, que hoje em dia são muitas. Os TOLOS – eles não sabem o que ele está tentando fazer com eles!

Ele parece ter grande prazer em invadir qualquer revista que se considere “radical” apenas para mostrar a eles que o “radical” é relativo. Ele adora mostrar às pessoas coisas que elas não entendem, para lembrá-las disso.

O que nos leva aos inimigos de Bob Black, que são uma legião, e muitos dos quais já foram seus amigos. Uma das minhas grandes preocupações é quanto tempo vai demorar até que ele decida que me tornei um caso perdido* e aponte as armas pra mim também. Com o Bob, você tem a impressão de que isso sempre pode acontecer. A QUALQUER SEGUNDO. Ele é um cara bastante exigente. Estive em sua companhia apenas algumas vezes, e sempre rapidamente, então sua personalidade é realmente desconhecida para mim… mas sei que ele se recusa a fingir que está deixando você enganá-lo. Provavelmente é bom que moremos tão longe um do outro.

O que confunde as pessoas é que Black quer ganhar o bolo e comê-lo. POR QUE ISSO É PEDIR MUITO? Qual é o ponto em TER o maldito bolo se você não pode comê-lo? O que você vai fazer com ele, mostrar pros amigos? Qual é o sentido em poder arcar financeiramente com seu lazer se você nem tem tempo para isso? Estas questões são tão hediondas em suas implicações que a maioria das pessoas sequer consegue enfrentá-las. Isso os lembra do que já foi PERDIDO. E é isso que eles têm medo de admitir: quantas coisas realmente já se foram PARA SEMPRE. Até mesmo fazer essa pergunta implica que a vida esteja sendo DESPERDIÇADA. É como um insulto vindo de uma fonte desconhecida. Seríamos forçados a SABER que somos IDIOTAS! Até porque, o que nós podemos fazer a respeito?

Nós podemos fazer tudo o que soubermos fazer melhor, algo que cabe a cada um de nós decidir. É isso que Black quer que tenhamos de volta – a decisão, a escolha. (Bem, alguns dos que não nasceram ricos ainda assim têm escolha, mas apenas se tiverem sorte. E os sortudos sempre se esquecem disso). Eu não acredito que ele realmente espere ter essa escolha para si próprio, não neste planeta , nem neste século – ele simplesmente não quer ser a única pessoa que sabe que PODE EXISTIR uma escolha.

Uma boa parte da ironia a respeito de A Abolição do Trabalho e que o trabalhador médio só consegue entender metade da essência básica do texto e a interpreta como preguiça. Existem pessoas que odeiam trabalhar porque são preguiçosas. Mas o que as tornou preguiçosas? Elas foram espertas o suficiente para perceber que não existe significado no que a maior parte do mundo está fazendo no piloto automático, mas não foram espertas o suficiente para perceber que elas têm seu próprio significado guardado no fundo de suas mentes, ou escondido em suas gavetas .

É precisamente porque NÃO somos preguiçosos que queremos PARAR DE TRABALHAR – nós temos MUITO trabalho a fazer se não quisermos DESPERDIÇAR NOSSAS VIDAS em algum TRABALHO! Black precisou se sustentar, trabalhando para a Conspiração como qualquer outra pessoa. Sua única outra escolha, se ele quisesse gastar seu tempo com o que faz de melhor, seria a pobreza. POR QUE NÃO EXISTEM OUTRAS ESCOLHAS? Porque ninguém pensou nisso quinhentos anos atrás, é por isso. O projeto de Black tem longo prazo. Não é uma punheta. Ele SABE que não viverá para ver isso acontecer – ele certamente morrerá primeiro, em parte porque precisou trabalhar demais.

Na verdade, é o nosso ÓDIO pelo trabalho que nos faz continuar. Falando apenas por mim, eu quero VINGANÇA por todos os anos que JÁ ME LEVARAM. Eles extorquiram 3/4 das minhas horas de vigília, metade dos meus sonhos e, sem dúvida, cortaram uns vinte anos da minha vida graças à hipertensão, estresse, etc. EU MORREREI DE TANTO TRABALHAR. Mesmo que eu consiga ganhar a vida com as coisas que eu gosto – ou seja, discursos intermináveis ​​como este – ao invés da inutilidade corporativa, AINDA ESTÁRA TUDO ERRADO. EU NÃO DEVERIA PRECISAR FAZER ISSO. Não me importo de FAZER – o que me importa é o fato de que não tenho uma ESCOLHA.

Para um preguiçoso que também é workaholic, como Black, apenas a prática controlada de esquizofreniatria pode permitir que ele se mantenha SÃO. Não me admira que ele escreva tão bem. Não me admira que ele produza todo esse trabalho anti-trabalho para nada. ELE PRECISA EXTERNALIZAR ISSO, OU FICARÁ AINDA MAIS LOUCO.

E, no entanto, se você olhar um pouco mais de perto, parece óbvio que o Bob deve estar cheio de esperança. Seria necessária uma quantidade quase sobre-humana de esperança no futuro para contrabalançar sua visão horrivelmente sombria do presente. Para ele, escrever A Abolição do Trabalho implica que ele acredita que um dia isso VAI ACONTECER. Essa certeza demonstra uma esperança ainda mais profunda do que o buraco em que Black nos encontra agora.

Black não está montando bombas, ele está escrevendo livros. E isso é como enfrentar o Colosso atirando ervilhas com um estilingue. O próprio Colosso JAMAIS PERCEBERÁ uma única ervilha quicando em seus tornozelos lá embaixo. Mas se um número suficiente de pessoas virem esquisitões como o Bob atirando suas patéticas ervilhas e se divertindo, alguma futura raça de anormais poderá se juntar o suficiente para AMARRAR OS CADARÇOS DO COLOSSO UM NO OUTRO enquanto ele estiver distraído pela súbita fuzilaria de ervilhas. E uma vez que algo TÃO GRANDE cair, nunca mais poderá se levantar.

Sim… há ESPERANÇA, se é que isso vale alguma coisa.

A Abolição do Trabalho é o auge de… algo… Possivelmente, no futuro, será leitura obrigatória nas nossas escolas primárias – com palavras mais simples, claro, e com ilustrações de Ursinhos Carinhosos jogando fora suas ferramentas e maletas e pedindo demissão. Talvez algum dia a história se divida entre “Antes de Bob” e “Depois de Bob”. Ou, talvez, este material seja banido. Talvez seja fossilizado e esquecido. Mas um dia, em algum outro tempo e lugar, espero que em breve, alguma criança irá desenterrá-lo, lê-lo e dar à luz CUPINS ainda MELHORES.

* Black nasceu em 1951.

* Isso de fato ocorreria em 1987, após a ruptura de Bob Black com a Igreja do Subgênio, seguida por uma série de polêmicas e acusações de ambos os lados.

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