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Yoshihiro Tatsumi nasceu em Osaka, em 10 de junho de 1935. Sua família passou por grandes dificuldades no período da Segunda Guerra Mundial e no pós-guerra.

Assim, foi com certo desespero que ele mergulhou nos mundos fantásticos dos mangás de Osamu Tezuka e Noburo Oshiro.

Aos 15 anos, começou a publicar seus quadrinhos em jornais e revistas. Aos 19, publicou seu primeiro livro. Recebeu o incentivo dos mestres Tezuka e Oshiro, mas começou a apontar a necessidade de fazer evoluir os mangás, para se tornarem uma linguagem artística plena, capaz da fantasia e de contar aventuras de heróis fantásticos, assim como retratar a vida real e o cotidiano dos trabalhadores.

Ele inventa um novo termo para definir esse novo tipo de mangá: gekigá. Além disso, tornou-se o líder de um movimento que reunia uma nova geração de quadrinistas japoneses, que revolucionaria os mangás a partir dos 50.

Nos anos 60, fez parte do grupo fundador da legendária revista Garo, com Yoshiharo Tsuge (O Homem Sem Talento), Sanpei Shirato e Shigeru Mizuki.

Em 1972, a Associação Japonesa dos Cartunistas institui uma premiação anual, e Tatsumi é o ganhador da primeira edição.

A partir do início dos anos 2.000, o autor é descoberto pela crítica ocidental e passa a receber todos os principais prêmios dos quadrinhos mundiais: Angoulême, Eisner, Ignatz, Harvey…

A aclamação atinge seu auge com Vida à Deriva, um verdadeiro acontecimento no mundo dos quadrinhos. Tatsumi é comparado a Robert Crumb e ao escritor Haruki Murakami. O livro inspira inclusive um filme, Tatsumi, lançado no festival de Cannes e indicado ao Oscar.

Tatsumi morreu em março de 2015, vítima de um câncer, deixando uma legião de adoradores e aprendizes.