Antes de Tekoha ser um livro, ele foi um caderno de observação.
Em 2022, logo depois da vitória de Lula nas eleições, mas antes da posse, Clara Chotil viajou a Dourados. Passou pelos mesmos lugares que costuma visitar desde criança.
O momento dessa vez era particular. Havia mobilização nas ruas, gente sendo convocada a se manifestar em frente a quartéis. Clara decidiu registrar aquilo do único jeito que sabia fazer de verdade: desenhando.
"Eu sempre desenho as cenas que vivo, como uma forma de registro. Nessa viagem, a ideia foi justamente fazer isso de maneira mais sistemática: observar, desenhar o que estava acontecendo ao meu redor e, a partir desses desenhos de observação, começar a construir uma narrativa."
Não era ilustração pronta pra HQ — ainda não havia HQ nenhuma no horizonte. Mas foi o primeiro passo do que, com o tempo, se tornaria o livro Tekoha.


















